Justiça prorroga prisão de envolvidos na Operação Pegadores

Justiça do Maranhão decidiu prorrogar a prisão de cinco envolvidos na Operação "Pegadores" deflagrada na semana passada pela Polícia Federal que investiga um esquema de fraude que desviou R$ 18.345 milhões de recursos públicos federais enviados entre 2015 e 2017 ao Governo do Maranhão para cuidar da saúde da população.

Dos 16 presos na operação, a juíza federal Paula Souza Moraes da Primeira Vara da Justiça Federal do Maranhão decidiu prorrogar a prisão de Antônio Augusto Silva Aragão, Ideide Lopes de Azevedo Silva, Luiz Marques Barbosa Junior, Mariano de Castro Silva e Rosângela Aparecida Barros Curado que foi subsecretária de Saúde e é suplente de deputada federal. Um preso já havia sido liberado por questões de saúde. Outros dois conseguiram Habeas Corpus e tiveram suas prisões revogadas pelo desembargador federal Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Marcus Eduardo Alves Batista (ICN) e Péricles Silva Filho (médico) estão em liberdade. A prisão temporária dos outros oito termina nesta terça-feira (21).

Segundo as investigações da Polícia Federal, o dinheiro desviado no esquema era administrado por empresas terceirizadas e foi parar no bolso de servidores públicos e funcionários fantasmas incluídos numa folha de pagamento com custo superior a 400 mil reais por mês.

Nessa segunda-feira (20), a Justiça Federal determinou o bloqueio e o sequestro dos bens dos investigados para que o dinheiro possa ser recuperado. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a medida é uma forma de tentar reaver o dinheiro desviado nas fraudes em contratos e pagamentos firmados pelo Governo do Estado do Maranhão na área da saúde.

Nota do Partido Democrático Trabalhista (PDT):

A Executiva Estadual do PDT se solidariza com a companheira de partido, Rosângela Curado, e com sua família. Entendemos que as investigações devem ocorrer sempre que for necessário dirimir dúvidas e acreditamos que ela conseguirá dar as respostas necessárias ao inquérito. No entanto, consideramos a prisão temporária, assim como sua prorrogação, uma medida excessiva, uma vez que Rosângela Curado não exerce mais cargo na Secretaria de Saúde, não tem ingerência sobre os funcionários e demonstrou comportamento amplamente colaborativo, respondendo todos os questionamentos formulados pela autoridade policial, embora ciente de seu direito constitucional ao silencio, de modo a não se constituir - de forma alguma - em ameaça ao curso normal da investigação. Continuaremos prestando a ela o apoio que é marca da unidade do PDT e aguardamos o melhor desfecho possível.

Categoria:Maranhão

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